Páginas

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Cássio participa de comício no Brejo e apresenta proposta de isenção de impostos

Cássio fez comício em Solânea
No início da noite desta quinta-feira (2), a cidade de Solânea, no Brejo paraibano, recebeu o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e seu companheiro de chapa Wilson Santiago (PTB), candidatos ao governo estadual e ao Senado, pela coligação 'A Vontade do Povo'.

Antes do comício que marcou o encerramento da campanha tucana no Brejo, caravanas de várias cidades da região prepararam uma recepção até a Rua Getúlio Vargas, onde estava o carro palanque e o trio elétrico.
O senador agradeceu, além dos solanenses, a todas as delegações que prestigiaram o comício.
Lideranças políticas de Bananeiras, Arara, Remígio, Casserengue, Borborema e Serraria marcaram presença. "Faltam três dias para a eleição. E com o voto de cada um de vocês, Solânea e toda a região vão escolher entre dois modelos de governo completamente diferentes", discursou o tucano.
Trazendo outros dados sobre realidade de momento do Estado, Cássio lamentou novamente o que chamou de "descaso da atual gestão com a segurança pública". "Hoje, meus amigos, a Paraíba tem seis mil mandados de prisão sem ser cumpridos. Ou seja, são seis mil marginais, bandidos soltos nas ruas pela incompetência do governo. Não prende porque não tem efetivo policial e não construiu um só presídio", registrou.
Sobre segurança pública, a intenção de Cássio, ao assumir o governo em janeiro de 2015, é realizar concurso público e aumentar contingente da Polícia Militar para 17 mil homens e mulheres.

Outra proposta

Cássio apresentou proposta para os beneficiários do programa Bolsa Família. "Quando fui governador, não tinha trabalhador que perdesse sua moto. Por uma razão muito simples: existia uma lei que dispensava o imposto estadual para mototaxista, agricultor, pescador, minerador. E agora a nossa proposta é dispensar o imposto também para os beneficiários do Bolsa Família", garantiu o candidato do PSDB ao governo.

Do Portal Correio

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Prefeitura de Dona Inês será uma das primeiras a implantar coleta seletiva no curimataú.

Moradores da cidade de Dona Inês, no curimataú Paraibano, distante 160 km da Capital, serão uns dos primeiros a terem a coleta seletiva. A implantação está prevista para dia 02 de setembro.

Para que o resultado seja positivo, várias ações estão sendo desenvolvidas. Nas escolas, nas Ruas e em comércios, está havendo um trabalho de conscientização, para que os Donainesenses participem de forma direta da coleta seletiva.

Nesta terça-feira, 19 de agosto, uma equipe de auxiliares de limpeza urbana, participaram de uma caracterização grave-métrica dos resíduos sólidos do município, onde tiveram como objetivo, quantificar os materiais que vão para o lixo, separando metais, plásticos, vidros e papéis, além de outros tipos de materiais, estimando a quantidade desses materiais que vão para a coleta seletiva, identificando ainda o material que pode ser comercializado e o que pode ser usado para fertilização do solo; o orgânico – biodegradado -.

O trabalho foi acompanhado pelo Engenheiro Sanitarista e Ambientalista, Tarcísio Cabral, que é consultor da JOBAFI – Consultoria e Serviço – responsável pelo projeto de implantação da coleta seletiva.

O Engenheiro informou que de início, a Usina de Triagem e Compostagem que está desativada no lixão da cidade, será reativada para ser utilizada como usina modelo da coleta seletiva, até que o aterro sanitário do município esteja pronto. 
Lá será construída uma nova usina.

Redação com Assessoria

Disponivel em: <http://www.paraiba.com.br/2014/08/20/58381-prefeitura-de-dona-ines-sera-uma-das-primeiras-a-implantar-coleta-seletiva-no-curimatau> Acessado 21/08/2014

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Eduardo Campos morreu na manhã do dia 13 de agosto de 2014, em um desastre de avião em Santos.


O candidato a presidente do PSB, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morreu na manhã desta quarta-feira (13) após a queda do jato particular em que viajava em um bairro residencial em Santos, no litoral paulista. Ele tinha completado 49 anos no último domingo (vejafotos da trajetória do presidenciável).
Chovia no momento do acidente. A Aeronáutica informou em nota que o avião decolou do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). "Quando se preparava para pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave", informou a nota (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem). Moradores disseram ter visto uma bola de fogo no céu. Segundo bombeiros, 13 residências foram atingidas pelos destroços.
Campos tinha uma programação de campanha em Santos nesta quarta. De acordo com a assessoria do candidato, ele participaria às 8h, às 9h30 e às 14h30 de entrevistas a emissoras de televisão locais. Às 10h30, concederia uma entrevista coletiva às 12h30 participaria de um seminário sobre o Porto de Santos.
A bordo da aeronave (veja como foi a queda do avião), estavam sete pessoas, das quais cinco passageiros (entre eles Campos) e dois tripulantes. Veja a lista dos mortos:
- Eduardo Campos, candidado à Presidência
- Alexandre da Silva, fotógrafo
- Carlos Augusto Leal Filho (Percol), assessor
- Geraldo da Cunha, piloto
- Marcos Martins, piloto
- Pedro Valadares Neto
- Marcelo Lira
Seis vítimas do acidente que moravam na área onde caiu o avião foram para a Santa Casa de Santos, entre elas duas crianças, duas mulheres e uma idosa. Segundo o hospital, todos passam bem.
A Polícia Federal enviou seis peritos para Santos a fim de trabalhar na apuração da causa do acidente. Aeronáutica e Polícia Civil também vão investigar.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) se deslocou para a cidade depois de tomar conhecimento da morte de Campos. "Estamos diante de uma tragédia que entristece todo o país. Quero em nome do povo de São Paulo trazer nossos sentimentos a todos os familiares das pessoas que perderam a vida nesse acidente", afirmou Alckmin.
A presidente Dilma Rousseff decretou luto oficial de três dias. "Estivemos juntos, pela última vez, no enterro do nosso querido Ariano Suassuna. Conversamos como amigos. Sempre tivemos claro que nossas eventuais divergências políticas sempre seriam menores que o respeito mútuo característico de nossa convivência", afirmou a presidente em nota oficial.
Os principais adversários de Campos na campanha eleitoral, Dilma e Aécio Neves (PSDB), cancelaram os compromissos de campanha.
Todos os comitês de Dilma suspenderam as atividades após a confirmação da morte. "Estou absolutamente perplexo", afirmou Aécio Neves no Rio Grande do Norte.

Nota PSB


No dia em que são passados nove anos do falecimento de Miguel Arraes, o Partido Socialista Brasileiro cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento, nesta data, vítima de acidente aéreo, do seu presidente, ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, nosso candidato à Presidência da República.

Aos 49 anos recém completados, Eduardo Campos vivia o auge de sua brilhante carreira política: deputado estadual, secretário de Estado de Pernambuco, deputado federal, ministro de Estado, governador de Pernambuco reeleito por consagradora maioria, oferecia sua experiência e juventude ao serviço do País.

Candidato à Presidência da República, apresentou-se ao debate de nossas questões fundamentais, coerente com os princípios que sempre nortearem sua vida, e o primeiro deles era a busca por justiça social, razão de existência do Partido Socialista Brasileiro.

Perdemos Eduardo Campos quando mais o Brasil precisava de seu patriotismo, seu desprendimento, seu destemor e sua competência.

Não é só Pernambuco e sua gente que perdem seu líder; não é só o PSB que perde seu líder. É o Brasil que perde um jovem e promissor estadista.

Estamos todos de luto.

Brasília, 13 de agosto de 2014.

Roberto Amaral 
Primeiro vice-presidente do Partido Socialista Brasileiro 


Nota Rede Sustentabilidade

Rede está em luto por Eduardo Campos e equipe

Neste momento de dor e perplexidade, a Rede Sustentabilidade manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de Eduardo Campos e pelos companheiros de equipe Pedro Valadares Neto, Marcelo Lira, Alexandre Gomes da Silva, Carlos Percol e dos pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins em um acidente aéreo na manhã desta quarta-feira.

A REDE se solidariza com seus familiares, amigos e assessores e convida a todos a manter Eduardo Campos e sua equipe em seus pensamentos.

Rede Sustentabilidade


Natural da capital pernambucana de Recife, Eduardo Henrique Accioly Campos nasceu em 1965 e é formado em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco. Neto do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, Eduardo sempre esteve ligado à política e iniciou uma participação mais ativa como presidente do Diretório Acadêmico da universidade que estudou.

Em 1987 participou da criação da primeira secretaria de Ciência do Nordeste e em 1990 filiou-se ao PSB onde conseguiu o seu primeiro mandato como Deputado Estadual de Pernambuco. Quatro anos depois conseguiu ser eleito Deputado Federal, em 1995 ficou ao serviço de Pernambuco como Secretário do Governo e em 1996 como Secretário da Fazenda. Em 1998 foi reeleito como Deputado Federal e outra vez em 2002. Em 2004 foi Ministro da Ciência e Tecnologia e em 2006 foi eleito pela primeira vez ao cargo de governador de Pernambuco, sendo reeleito em 2011.



Fonte: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2014/08/eduardo-campos-morre-apos-queda-do-aviao-em-que-viajava.html; https://pt-br.facebook.com/eduardocampos40; www.eleicoes2014.com.br/eduardo-campos/



terça-feira, 12 de agosto de 2014

Grupo invade agência, explode caixa eletrônico e foge com dinheiro na PB

 (Foto: Silvia Torres/TV Cabo Branco)

Explosão aconteceu na cidade de Dona Inês, nesta terça (12).Em Solânea, dupla rende funcionários e rouba dinheiro de outra agência.Um caixa eletrônico de uma agência de um banco particular foi alvo de explosão na madrugada desta terça-feira (12) no município de Dona Inês, no Agreste paraibano. De acordo com a Polícia Militar, um grupo de seis homens armados invadiu a agência e explodiu o caixa.Segundo a PM, os homens chegaram de carro na cidade por volta de 1h30. Eles arrombaram a porta do estabelecimento, instalaram os explosivos e, após a detonação, fugiram levando o dinheiro do caixa. A quantia roubada pelo grupo não foi divulgada. Com o impacto, a agência ficou destruída. A polícia realizou buscas pela região, mas até as 9h ninguém foi preso.De acordo com os dados do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários da Paraíba, esta é a 34ª explosão registrada contra agências bancárias no estado em 2014, sendo também o 78º de registro de violência contra estabelecimentos bancários no ano.O último caso registrado foi na tarde da segunda-feira (11). Dois homens armados entraram em uma agência na cidade de Solânea, também no Agreste, renderam os funcionários e os vigilantes e assaltaram o banco. A dupla chegou de moto e, segundo a Polícia Militar, em nenhum momento eles tiraram os capacetes. Os homens fugiram levando o dinheiro dos caixas e as armas dos vigilantes e atiraram para o alto durante a fuga. A polícia também realizou rondas na região, mas ninguém foi preso.Do G1 PB

sábado, 16 de novembro de 2013

Parabéns a todos que contribui, contribuiu ou pretendem colaborar com o crescimento de nossa terra. Conheçam Nossa História!

O blog Folha de Dona Inês Parabeniza todos que colaboraram para o desenvolvimento de nossa terra. E que os futuros colaboradores possa fortalecer ainda mais para que possamos ter orgulho em dizer moro, morei ou quero morar em Dona Inês.


A história de Dona Inês começa para valer a partir de 1852, que é a inscrição mais antiga que se tem notícia, cravada na fachada da Igreja-Mãe, onde foi o núcleo da vila que se tornou emancipada em 1959. Conta a história oficial que por volta de 1800, vaqueiros em busca de reses encontraram uma mulher branca de nome Inês, acompanhada de um negro, acampada ao pé do enorme lajedo onde existe até hoje um pequeno açude de nome Cajueiro. Essa mulher dita como fina e bonita nunca mais foi vista, mas a sua passagem não foi jamais esquecida, vindo a dar nome ao lugar. Em 1852, Dona Inês pertencia a Bananeiras, local muito desenvolvido de ocupação desde o século XVII, quando Domingos Vieira e Zacarias de Melo receberam Sesmarias na região, cuja produção de cana-de-açúcar e de café era muito grande e permitiu a formação da nobreza política e a construção dos seus casarões e escolas e até a linha férrea. Por essa época, Araruna também já era uma vila desenvolvida, suas terras pertenciam a um homem importante de Bananeiras chamado Estevão José da Rocha. Do outro lado havia Caiçara e Serra da Raiz, esta encravada no alto da Serra da Cupaóba, palco de combates entre portugueses e aliados índios Tabajaras contra franceses e aliados índios Potiguares. Então é de se supor que a Serra de Dona Inês, situada no meio desses três locais anteriormente desenvolvidos, também se povoou bem mais cedo do que se tem notícia. É inegável que na serra habitavam os índios da nação potiguar haja vista os sinais rupestres encontrados na Pedra do Letreiro, localizado no riacho da Serra, tributário do Rio Curimataú.

Sendo parte do território de Bananeiras, assim como Araruna, Borborema e Solânea, Dona Inês não conseguia se desenvolver, pois tudo ia para a matriz. De fato, Bananeiras conseguiu um grande avanço devido atrair cidadãos poderosos economico-político-socialmente, encantados com o clima e com o solo, além da água farta. Em 1850, Bananeiras atingiu o apogeu, o seu café concorria com o café paulista e se supunha que ali nasceria uma nova São Paulo, mas o sonho foi por água abaixo pelo aparecimento de uma praga que botou tudo a perder. Não obstante, já estava montado o parque de casarões, de instituições imperiais, escolas, etc.

Os primeiros habitantes que se tem notícia na cidade: os senhores José Paulino da Costa, Pedro Teodoro da Silva e Pedro José Teixeira, trouxeram para cá suas famílias e batizaram o lugar como “Serra de Dona Inês”, dando ouvidos à história que corria de boca-em-boca. Mas tem-se conhecimento de outras famílias na Zona Rural bastante antigas, como os Ferreira e os Gomes, no Sítio Queimadas.

Conta-se também de Zé dos Santos, homem muito trabalhador e inteligente, que habitou na região de Sítio Queimadas, comunidade localizada a 5 km da sede municipal. Ele teria conseguido uma data de terra diretamente do Imperador D. Pedro I, através de solicitação por carta, abrangendo toda a região de Queimadas, Pedra Lavrada, Tanques, Lajedo Preto, até o Curimataú, pois naquele tempo, as concessões eram realizadas de um a outro ponto formado por fronteira natural, como rios, montanhas, etc.

Com o passar dos anos, em 1943, por força do Decreto Lei nº. 520 o pequeno povoado passou a condição de Vila, onde na Divisão Administrativa do Brasil para o qüinqüênio 1944/1948, Serra de Dona Inês ainda figurou como Distrito de Bananeiras/PB. Na Câmara de Vereadores de Bananeiras com mandato de 1947 a 1951, constavam dois donainesenses: José Tomaz de Aquino (Zé Cardoso) e Luís Pedro da Costa (Lulinha). Estes dois foram os baluartes da independência de Dona Inês, aliados a alguns vereadores de Borborema. Receberam a força de um donainesense muito ativo e inteligente, que também foi vereador, o Sr. Leonel Paulino. A luta deles percorreu toda a década de 50.

Por volta de 1959, a Sede do Distrito de Serra de Dona Inês era composta por 277 (duzentas e setenta e sete) residências e possuía uma população de 689 (seiscentos e oitenta e nove) habitantes. Era um vilarejo muito pobre, cheio de buracos e com proliferação de casas de palha e gravatá. Seu povo era pacato e trabalhador. O comércio quase não existia. Predominava no Distrito a agricultura de subsistência (feijão, mandioca, fava, milho, etc.), sendo a produção de sisal (agave) e algodão, o sustentáculo econômico. Para ilustrar, havia apenas a Rua Manoel Pedro e um ajuntamento de casas para diante e para trás da Igreja-Mãe, e mais algumas descendo na direção do Tanque Velho.

Dessa época destacavam-se várias famílias que ajudaram a formar a sociedade donainesense, dentre as quais são sempre citados os senhores Gerôncio, S. Didi, S. Naun, Manoel Pedro, Prof. Edilon, Francisco Enedino, Antonio Pereira, Manoel e Pedro Praieiro, Joaquim Lucas, Gabriel Bento, Zé Birro, Severino Ramos, Manoel Borges, José Maia, etc.

A administração de Bananeiras para com o Distrito de Serra de Dona Inês era extremamente precária. Contato com autoridades praticamente não existia, exceto em período eleitoral. Havia apenas a Agência dos Correios e Telégrafos, o destacamento policial, um fiscal para cobrança de impostos e como obra realizada, o tanque velho.

Movimento da Emancipação: Movidos pela necessidade de crescimento do Distrito de Serra de Dona Inês, tanto na ampliação do comércio, como na formação educativa (escolar) da população e, levando em consideração o pouco caso com que Bananeiras assistia o Distrito, o Senhor José Tomaz de Aquino (Zé Cardoso), e os Vereadores Manoel Leonel da Costa (Leonel Paulino) e Luiz Pedro da Costa ( Lulinha), intermediados pelo Vereador Bananeirense, Senhor Elói Farias, juntaram-se aos Vereadores representantes do Distrito de Borborema, propuseram e conseguiram aprovar na Câmara de Bananeiras a Resolução Nº 36, de 17 de abril de 1959 (“concede desmembramento ao Distrito de Dona Inês”). Contando com o empenho do então Deputado Estadual Humberto Coutinho de Lucena, foi encaminhado a apreciação da Assembléia Legislativa o Projeto de Lei Nº 231/58 que criava o Município de Dona Inês/PB, composto por dez (10) Artigos. o referido Projeto de Lei recebeu duas (02) emendas, apresentadas pelo também Deputado Estadual Clovis Bezerra Cavalcanti: uma diminuía os limites territoriais do futuro Município e a outra suprimia a Comarca. Assim, em 19 de junho de 1959, o então Governador, Senhor Pedro Moreno Gondim, homologou a Lei Nº 2.141 (publicada no Diário Oficial do Estado em: 21 de junho de 1959), dando ao Distrito de Serra de Dona Inês, sua autonomia político-administrativa. No entanto, sua instalação oficial só ocorreu no dia 17 de novembro de 1959 (Emancipação Política). A partir de então, desapareceu o início do topônimo (Serra) ficando denominado apenas de Dona Inês (homenagem a primeira pessoa encontrada na Região).

Foi realmente uma luta árdua a da Emancipação, haja vista que Bananeiras se sentia forte politicamente, com a família Bezerra muito bem posicionada e uma das maiores latifundiárias da região, tendo à frente o Major Augusto Bezerra e o filho Deputado, Dr. Clóvis Bezerra, que viria a governar o Estado tempos depois. Dona Inês era o quintal político de Bananeiras. Certamente, colocaram muitos empecilhos para a Emancipação não sair. Por outro lado, quando não teve jeito, trataram de eleger o primeiro prefeito e de irmanar-se com os líderes locais.

Quanto ao Governador que assinou a Lei de Emancipação, Pedro Gondim, ficou imortalizado o momento em que chegou com a sua comitiva e cumprimentou os populares e políticos, na Av. Manoel Pedro, na esquina com a R. José Paulino. Uma foto foi guardada e reproduzida por D. Raimunda Pereira, constando atualmente no sitio da Prefeitura Municipal.

A emancipação saiu em 1959 e só haveria eleição regular no ano seguinte, portanto, o governador nomeou o Sr. José Tomaz de Aquino como Prefeito até que se realizasse a eleição. O seu mandato durou 11 meses. Na primeira eleição, em 1960, venceu o latifundiário bananeirense Mozart Bezerra Cavalcanti, cuja família detinha o poder territorial de quase toda Bananeiras e tinha um irmão deputado.

Mozart Bezerra chegou com força e abriu a avenida que levou o nome do seu pai, Major Augusto Bezerra e as transversais, José Paulino, Ana da Conceição Melo, José Carolino e Pedro Teixeira, homenageando os pioneiros. Construiu a Prefeitura no local atual, o Mercado Público, o Posto de Saúde, o Grupo Escolar e a estrada que liga Dona Inês a Bananeiras e Dona Inês ao Bilinguim. Implantou a energia elétrica em parte da Av. Manoel Pedro. Mozart renunciou para concorrer à Prefeitura de Bananeiras e assumiu o seu Vice, o Sr. Francisco Avelino da Silva durante um ano.

O segundo Prefeito foi o Joaquim Cabral de Melo, um latifundiário possuidor de quase 4 mil hectares de terras no município que continuou a obra de Mozart. Cabral era ex-militar da Marinha, casado com Zélia, serviu no Rio de Janeiro e era filho adotivo do Juiz José de Melo, proprietário da Fazenda Tanques e Sitio, de quem herdou sua imensa fortuna, e de dona Ana da Conceição Melo, cujo pai era o Coronel Zé Antonio, proprietário de boa parte das terras que deu como dote a Zé de Melo. Joaquim era um homem prático, decidido, voluptuoso. Era considerado um Coronel, aquele tipo que mandava e desmandava, temido e odiado pelos adversários. Segundo os mais antigos, o Dr. Zé de Melo herdeu uma grande propriedade, mas aumentou sobremaneira comprando as terras vizinhas das suas. Por ser o juiz, homem conhecedor das leis e muito temido pela população ignorante, adquiria terras a preço de banana, às vezes contra a vontade do proprietário.

Os demais Prefeitos foram: Antonio Lucas, Joaquim Cabral, Luís José, José Eugênio (filho de Joaquim Cabral), Ramon Ferreira, Luís José, Antonio Justino, Luís José, Luis José, Antonio Justino. (informações detalhadas de cada Administração no sitio municipal oficial: www.pmdonaines.pb.gov.br)

Ao longo dessas administrações, a pequena e pacata cidade foi se desenvolvendo muito lentamente em alguns momentos e mais acelerada em outros. Na parte de infraestrutura alcançou bons níveis de crescimento, com energia elétrica na zona rural, construção de escolas, praças, ginásios de esporte, calçamento de quase todas as ruas; mas no índice de desenvolvimento humano, deixou muito a desejar, de forma que a população continua muito dependente da Prefeitura e dos projetos sociais do Governo Federal.

Durante os anos da Ditadura, aconteceram diversos confrontos entre o poder público e a Igreja Católica apoiando partidos de oposição, que também recebia apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Era uma luta pela terra e por igualdade nas políticas públicas. Nessa época, as festas eram separadas, promovidas pelas duas frentes e quem pertencia a uma facção política não pisava na festa da outra.

No início dos anos 80 a rodovia que liga a cidade ao Bilinguim foi asfaltada e melhorou muito as condições do município. Todavia, o serviço não foi concluído a contento, de forma que não foi colocada a sinalização pertinente numa estrada repleta de curvas e faltou a área de acostamento. Hoje a rodovia está praticamente abandonada e é considerada perigosíssima, por ser muito estreita, sem área de escape e aclives e declives e 11 curvas, além de animais na pista.


O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005.[6] Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

A Serra de Dona Inês é muito bonita, é uma serra única, separada das demais pelos rios Curimataú ao norte e leste e pelo Salgadinho a Oeste, e a norte pela baixada que se estende para o Rio Grande do Norte. Do alto da Serra, a 527 metros em seu ponto mais alto, ali nas proximidades da Reserva de Mata Atlântica Mata do Seró, nascem os riachos que a rasgam ladeira a baixo, formando muitas pequenas quedas d'águas como a Cachoeira do Letreiro, Queda do Barrocão, Salto do Seró (Talhado). É nos meses de maio a julho que a Serra se transforma, devido a estação chuvosa. Tem-se verificado baixas temperaturas no ponto mais elevado, cerca de 14 graus e uma cerração intensa que chega a cobrir toda a cidade. O vento é cortante durante a noite, caracterizando o clima tropical de altitude.

Ao lado da cidade existe um grande lajedo, cerca de 20.000m² de superfície. A profundidade não se sabe. Dali são retiradas pedras como paralelepípedos, muretas e brita há mais de 40 anos. Apesar de servir de renda para muitas famílias, é um crime ecológico ao meio ambiente que poderá trazer muitos prejuízos aos habitantes do futuro e mesmo hoje, aos próprios trabalhadores, cuja ação ocorre numa temperatura superior a 50 graus, expostos aos raios solares e até mal alimentados.

Devido ao desmatamento desmedido, o solo perdeu muito da sua fertilidade motivado pelas chuvas que carrega as substâncias para os leitos dos riachos e rios da região. Assim os riachos também perderam parte de sua capacidade devido o assoreamento e erosões. Os agricultores também não colaboram, praticando os 'lerões' na posição vertical, que não combate a erosão e lavagem do solo. Sabe-se que o correto seriam os lerões na posição horizontal em relação aos declives.

Um estudo especializado confirmou que a 90% das águas existentes no subsolo são salobras e por isso o município é dependente das águas captadas da chuva ou daquela vinda de represas em municípios vizinhos. No município existem 7 açudes e muitos pequenos barreiros para juntar água para o enfrentamento da seca. Políticas governamentais levaram cisternas para as famílias e ajuda na captação do precioso líquido.

A geografia da cidade é um caso à parte, pois foi fundada numa espécie de panela que tem um dos lados abertos. A cidade cresceu justamente para as partes altas e durante os chuvas fortes sofre com inundações das águas que descem fortes e velozes e estouram pavimentos e galerias antes de se perderem riacho abaixo.

Exceptuando-se a Mata do Seró, que de reserva florestal só tem o nome, no que a preservar diz respeito, a vegetação é formada por árvores isoladas, que restaram do desmatamento e de frutíferas como mangueiras, cajueiros, jaqueiras, coqueiros, pitombeiras, juazeiros, etc., a área municipal é completa de pequenas culturas, de alguns campos próprios para pecuária e de mato natural como amorosa, cactus e diversas espécies de bromélias e matos silvestres.


Outra predominância são as pedras, isoladas ou formando diversos grandes lajedos. A mais famosa das isoladas é a Pedra do Bico, na comunidade rural Boa Vista. Existem muitas outras bem lapidadas pelo tempo, passando a impressão de que já foram submersas.

Disponível em: http://www.pmdonaines.pb.gov.br/dona-ines/historia.php.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

CRONICA DO MÊS : POLITICAMENTE FALANDO, O QUE SE PASSA NA MENTE DOS PRETENSOS CANDIDATOS AO CARGO DE PREFEITO?

                



Com um bom admirador da boa politica, simpatizante de alguns movimentos historicos e indignado com o modus operandi em termos atuais e locais me questiono: Mas o que será que se passa na cabeça do trio encabeçado pelo atual prefeito e os dois pretensos candidatos à eleição de 2016 em Dona Inês?

 Através de uma analise puramente cidadã, cheguei a conclusão de que:

1 - o Sr. Prefeito constitucional de Dona Inês não tem interesse de eleger um candidato de seu partido para sucede-lo, pois até agora o que se comenta à boca graúda é que desconhecido oficalmente, mas conhecido nos bastidores como o Homen do posto que fornece combustível para a (muda). Pois pelo que se sabe até o momento os servidores municipais e os próprios militantes do PSB, partido do SR. Prefeito, não comungam da ideia de apoiar o Homem do Posto, por motivos conhecidos por muitos, notadamente, falta de popularidade, falta de estrutura pessoal/politica/administrativa para administrar Dona Inês e etc..      
              .Diante disso e tendo em vista a sinalização negativa por parte dos cidadãos o Sr. Prefeito deve continuar com a intenção/objetivo de lançar o Homem do Posto como seu sucessor?

2 - Os atuais pretensos candidatos ao cargo de prefeito não teem interesse na retomada da prefeitura das mão dos laranjas! Se assim fossem não trilhariam por caminhos distintos como estão fazendo agora e como fizeram na eleição de 2012, onde o Candidato Elmo, sem estrutura e sem mais um punhado de apoio e requisitos para eleição fez, enfrentando o Excelentissimo Sr. Prefeito em uma batalha típica de DAVI E GOLIAS, perdendo com uma maioria de mais de 1000 votos.

será que se houvesse uma fusão entre PMDB E PR, naquele episódio teria sido diferente?

será que caso haja uma nova fusão para 2016 ente PTB/PMDB, as coisas não mudem? tendo em vista a contestada escolha do Prefeito para sucede-lo?

Como cidadãos, cabe a nós indicar ou popularmente PITACAR. Porém e eles cabe a palavra final e a decisão de como querem que as coisas aconteçam no nosso cenário municipal.

Para que as coisas aconteçam de forma mais sensata politicamente falando, o Sr. Prefeito deve mudar de opinião, bem como os pretensos candidatos devem mudar de postura, esquecendo agravos passados... Pois como Disse Maquiavel:" Favores recentes fazem esquecer agravos antigos"

JOSE ADAILSON
PORTAL FOLHA DE DONA INES

As mais da semana